Mais de 20 animais voltam ao Parque Nacional de Maputo

Trata-se de 26 elandes, um tipo de antílopes extintos na fauna moçambicana há mais de duas décadas. A medida visa promover a conservação e protecção de animais em extinção no país.

Os elandes são animais grandes e muito parecidos com o gado doméstico. Constituem a maior espécie de antílope de África.

Havia pouco mais de 20 anos que os animais tinham desaparecido da fauna moçambicana. A caça furtiva foi o principal motivo que levara à extinção dos elandes.

Esta quinta-feira, os animais foram transferidos do Santuário Bravio de Vilanculos, na província de Inhambane, e reintroduzidos no Parque Nacional de Maputo.

A accão resulta de um programa de preservação e protecção de espécies extintas, iniciado em 2010, pela Administração Nacional das Áreas de Conservação.

“Desenhámos num programa para reintroduzir essa mesma fauna e, acima de tudo, para recuperar aquilo que são as espécies naturais deste local”, explicou Miguel Gonçalves, administrador do Parque Nacional de Maputo.

Esta é a primeira vez em que animais são deslocados de um parque nacional para outro. A medida resulta da parceria entre a Administração Nacional das Áreas de Conservação e Peace Parks Foundation com vista a restaurar a fauna.

“Eu acho que a reintrodução destes animais tem impactos turísticos, já que as pessoas gostam de ir ao parque para apreciarem animais nativos. Esperamos aumentar pouco mais de cinco mil desta espécie por ano. Cada animal tem uma importância histórica e, assim, estamos apenas a devolver para natureza aquilo que lhe pertence”, disse Brian Neuberg, gestor de Operações da Peace Parks Foundation.

A reintrodução dos elandes na fauna é motivo de satisfação para quem os viu crescer.

“Eu acompanhei a chegada destes animais ao santuário bravio e, agora, acompanhar a retirada dos mesmos significa desenvolvimento na nossa área de conservação de espécies em extinção”, afirmou Campos Alves, chefe dos Gerentes do Santuário Bravio.

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