Falta de dinheiro condiciona viagem de 60 estudantes para Rússia

Cerca de 60 estudantes bolseiros estão impedidos de viajar para a Rússia, porque o Instituto de Bolsas de Estudo não tem dinheiro. Há os que deviam ter viajado em 2019.

Joana, Beatriz e Gomes (nomes fictícios) são parte de um grupo de sessenta estudantes moçambicanos, que, há três anos, esperam viajar para a Rússia, após ganharem bolsas de estudo para cursos do ensino superior.

O Instituto de Bolsas de Estudo é a instituição que deve custear a viagem que, nos primeiros dois anos, foi adiada devido à COVID-19.

“Sinto-me frustrado, porque é muito triste o que está a acontecer connosco. Ganhámos uma bolsa pública e o Estado tinha garantido que estudaríamos, de repente, dizem que há falta de orçamento”, lamentou Gomes.

Com o relaxamento das medidas restritivas, os estudantes entendem que nada mais os impede de viajar, contudo, porque isso não acontece, dizem-se injustiçados.

“Quando fui seleccionada para trabalhar na Rússia, eu abandonei a universidade e apresentei-me às aulas on-line, porque, na altura, as fronteiras estavam fechadas. Tivemos de nos adaptar, na expectativa de viajar no ano seguinte”, explicou Joana.

O Instituto de Bolsas de Estudo (IBE) disse que não há solução à vista.

“Temo-nos reunido com eles para fazermos o ponto da situação. Neste momento, estamos a trabalhar com as autoridades competentes de modo a ultrapassar o problema. No momento certo, daremos informação sobre a viagem dos estudantes”, referiu Leu dos Santos, chefe do Departamento de Bolsas no IBE.

Enquanto não há resposta positiva, os estudantes temem perder as bolsas.

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